(in)delicadeza de amar.

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domingo, 8 de maio de 2011

Ele a olhava. Ela, louca de amor por ele, não o reconheceu. Ele havia deixado de ser ele: transformara-se no símbolo sem face nem corpo da paixão e da loucura dela. Não era mais ele: ela amava alguém que não existia mais, objetivamente. Existia apenas dentro dela.


Caio F Abreu.