(in)delicadeza de amar.

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sábado, 20 de abril de 2013



Sou impulsiva, sou sentimento, sou palavras... Às vezes falo mais do que deveria, e mais do que gostaria, então me apego sempre na permissão da minha emoção, porque ela torna tudo possível... E depois o que fazer com o arrependimento? Coloco no bolso, levo e coleciono?
Sincera mente não sei... só sei que não consigo viver com a dúvida de que "poderia ter sido"... isso me consome; quer saber? Aprendi a remendar meu coração, assim como faço com as muitas roupas que já passaram e passam todos os dias, por minhas mãos... então porque não fazer com o coração também? Aprendi simplesmente a me levantar - E me permito errar - me permito assim viver, mas aprendo com meus erros - e como aprendo, e não costumo regredir não - não mais - aprendo pra valer. E se não me faz bem, não dou espaço. Sei até onde eu posso ir porque sei exatamente o tempo que levei pra me levantar da queda!
Não sinto pelos outros, não vivo pelos outros, muito menos decido pelos outros... As escolhas das minhas atitudes são sempre muito pesadas, e sempre arco com a consequência... mal consigo dizer o que eu penso e o que eu quero. Mas, tenho certeza do que não quero. Há isso tenho.
Já tive experiências o suficiente para aprender a dizer não... Aprendi a não querer e a não viver quando não me é satisfatório, e por maior que seja a tentação digo que "Não"!  
Aprendi que, as vezes, ser egoísta pode até ser bom. Respeitar mais a mim mesma e me poupar de certas dores... "isso é saber viver"... tudo bem que, saber, saber mesmo de verdade, ninguém sabe. Suponho eu que ainda ninguém conseguiu a façanha de ter uma vida plena, sem erros e sem frustrações... e no fim o coração ta um remendo só. Mas se não for assim, ninguém vive... ai será apenas uma janela onde se abre um pouco da cortina e fica vendo tudo passar diante dos olhos, e fica lá acuado no canto dela só olhando, sem nada fazer.
É tudo muito complicado, mas sabe, eu fiz de tudo, ou quase tudo, não deixei nada passar... mas nada adiantou, lutei - e ainda luto pra viver - fui insistente e persistente, mas nada adiantou... Então, diante disso o que fazer? Sentar na janela e ver a vida passa? Não! É simplesmente, deixar acontecer.  Aprendendo um pouco mais, todos os dias... e um dia de cada vez.

Andreya Rosa