(in)delicadeza de amar.

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domingo, 20 de maio de 2012

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Mas é que às vezes cansa ser princesa, doce e aí a gente quer ser bruxa, megera... Morder a maçã envenenada, trocar o sapatinho de cristal por Louboutin, judiar dos setes anões, botar o príncipe pra dormir e tacar fogo no castelo. E depois disso ainda sair com o lobo mau.


Identidade Poética

terça-feira, 15 de maio de 2012




Só o romântico diz que não vai amar mais.

Ana Jácomo




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Mas o melhor do abraço não é a ideia dos braços facilitarem o encontro dos corpos. O melhor do abraço é a sutileza dele. A mística dele. A poesia. O segredo de literalmente aproximar um coração do outro para conversarem no silêncio que dá descanso à palavra. O silêncio onde tudo é dito sem que nenhuma letra precise se juntar à outra. O melhor do abraço é o charme de fazer com que a eternidade caiba em segundos. A mágica de possibilitar que duas pessoas visitem o céu no mesmo instante.


Ana Jácomo
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Não é preciso agendar, entrar em fila, contar com a sorte, acordar cedo para pegar senha: a possibilidade de recomeço está disponível o tempo todo, na maior parte dos casos. Não tem mistério, ela vem embrulhada com o papel bonito de cada instante novo, essa página em branco que olha pra gente sem ter a mínima ideia do que escolheremos escrever nas suas linhas.
O que é preciso mesmo é coragem para abrir o presente.


Ana Jácomo
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Tem gente que entra na nossa vida de forma providencial e se encaixa naquela história que gosto de imaginar: surpresas que Deus embrulha pra presente e nos envia no anonimato.
Surpresas que só sabemos de onde vêm porque chegam com o cheiro dele no papel.



Ana Jácomo

segunda-feira, 14 de maio de 2012

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Ei ridículo que se acha o fodão gostoso e que não responde mensagem achando que está valorizando o seu passe se fazendo de difícil: Volte para o início do jogo, fique 3 rodadas sem jogar e pague uma multa para os demais jogadores, pois eles estavam aguardando ansiosos a vez deles enquanto você fazia cagada na sua!

Dri Cassimiro
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Se o passado estiver esmurrando a sua porta é porque alguma coisa você ficou devendo. Deixe-o entrar, ofereça uma xícara de café e acertem as contas!


Dri Cassimiro

segunda-feira, 7 de maio de 2012





Passei muito tempo tentando “suprir meus vazios” até descobrir que o que apertava o meu peito era a quantidade de entulhos emocionais que eu carregava. Eu precisava era do vazio para me sentir internamente arejada e com bastante espaço para crescer. A angústia não é um vazio, é uma corrente que se arrasta. O vazio é uma possibilidade, uma lacuna a ser preenchida. Precisamos de páginas em branco para que nasçam poemas, de recipientes disponíveis, de um coração espaçoso, de uma alma livre, de uma mente aberta. O vazio só existe para os desapegados, para os que suportam e celebram o silêncio que possibilita-nos ouvir os sussurros da intuição e não os gritos infantis dos desejos imediatos. O vazio é uma esperança maciça. Ele não é apenas a falta que nos move e motiva, mas a lembrança mais genuína de que somos seres inacabados e que precisamos nos construir diariamente, incansável e eternamente. O vazio não é um abandono de si, é um reconhecimento do eu, um convite para o Outro, algo que deve ser preenchido temporariamente, dentro do mesmo movimento humano de acordar sempre um desconhecido. O vazio é uma curiosidade que ainda não foi desvendada. É ter braços livres para o abraço que acabará daqui a pouco, mas que ecoará constantemente na lembrança mais bonita. Porque no toque intenso, o afeto estava leve.
Marla de Queiroz




Minha filosofia de vida, basicamente, se resume a abandonar uma certeza todos os dias. Só existem duas certezas que não consigo abandonar: a primeira é que. A segunda... esqueci.

Marla de Queiroz




Um outro ângulo.

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(...) Quando você me contou que havia um abismo no seu peito, um buraco no seu coração, eu tentei visualizar abismos e buracos... E vi muito coração dentro deles.

Marla de Queiroz

sexta-feira, 4 de maio de 2012




(...) A questão era simples, para continuar ao seu lado, eu teria que desistir de mim, da minha liberdade, da minha visão desestressada da vida. E era o que estava muito proximo de ocorrer. Eu, uma adulta graduada, passei a agir como criança. Passei a me desprezar. Estava me tornando uma mulher medíocre, que perdia tempo dando explicações estapafúrdias sobre coisa nenhuma. Quando você chegava aqui em casa sorridente, com uma garrafa de vinho na mão e fazendo planos para o final de semana que passaríamos juntos, eu pisava em ovos para que este final de semana não terminasse dali a três horas por causa de um mal-entendido ou de uma frase que não caisse bem aos teus ouvidos. As vezes sobrevivíamos de sexta a domingo sem atravessar a fronteira de risco, mantendo-nos dentro de um cordão de isolamento imaginário – os limites que traçávamos para nosso equilibrio conjugal. Eu não olhava para os lados e você não tirava os olhos de mim, e assim ficávamos seguros, ao menos em tese, porque de santo você não tinha nada, sempre foi mulherengo. Mas me adorava, me amava, nossa, como me amava.
E eu, será que ainda me amava??
Uma mulher que procurava não tocar em assuntos que pudessem resultar em atrito. Uma mulher que evitava ser espirituosa com receio de não ser compreendida. Uma mulher que não dava opiniões contundentes para não parecer moderna demais. Uma mulher que escondia o fato de ter encontrado um amigo na rua porque era um amigo e não uma amiga. Uma mulher que estava se tornando ciumenta tambem, porque não sentir ciumes poderia denunciar algum desinteresse. Uma mulher pouco parecida comigo, era esta mulher em quem eu estava me transformando.
Você que ao entrar na minha vida havia reinaugurado em mim uma sensualidade, uma vitalidade e uma alegria que estavam osbtruídas havia muitos anos, inaugurava agora em mim uma criatura que não reconheço como sendo eu, uma mulher que pensava duas vezes antes de falar e que de forma vergonhosa desenvolveu um perfil careta, totalmente em desacordo com o que eu era de fato. Depois de ter sido solta por você, voltava a ser amarrada. (...)

Martha Medeiros







Quando eu penso que já conheci todos os babacas e canalhas do mundo, percebo que a espécie é infinita.

Tati Bernardi