(in)delicadeza de amar.

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sábado, 5 de novembro de 2011

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Meu Deus, não sou muito forte, não tenho muito além de uma certa fé- não sei se em mim, se numa coisa que chamaria de justiça-cósmica ou a-coerência-final-de-todas-as-coisas. Preciso agora da tua mão sobre a minha cabeça. Que eu não perca a capacidade de amar, de ver, de sentir. Que eu continue alerta. Que, se necessário, eu possa ter novamente o impulso do voo no momento exato. Que eu não me perca que eu não me fira que não me firam que eu não fira ninguém. Livra-me dos poços e dos becos de mim, Senhor. 
Que meus olhos saibam continuar se alargando sempre.   


Caio Fernando Abreu.